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Nude no Portal Virgula

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Agência faz sucesso fotografando ‘mulheres reais’ em ensaios sexy

Tuka Pereira

Em 2006, as fotógrafas paulistas Darcy Toledo e Jane Walter criaram a Nude, uma agência focada em transformar mulheres comuns em estrelas de revistas, no melhor estilo Playboy. Elas não mantêm um endereço fixo, atendem sempre em locações diferentes e viajam o Brasil inteiro levando o serviço para diversas capitais. Até hoje, já fotografaram mais de 600 mulheres.

A partir dos ensaios, a Nude confecciona books, que lembram revistas masculinas e podem até incluir textos sobre a fotografada feitos por jornalistas da agência. A única diferença é que essas publicações não podem ser encontradas nas bancas. Mas não pense que se trata de algo barato: virar a capa de uma revista custa no mínimo R$1200,00.

“A ideia nasceu porque uma amiga nos confidenciou que morria de vontade de fazer um tipo de revista com fotos sensuais para presentear o noivo. Pesquisamos e não encontramos ninguém que fizesse um editorial de revista masculina para uma mulher comum aos moldes do que tem nas bancas. No imaginário das pessoas, o ensaio sensual era algo restrito às modelos e atrizes, mulheres extremamente sensuais e com corpos esculturais. Então começamos o projeto para quebrar esse estereótipo”, conta Darcy.

A partir daí, mulheres de todas as idades e tipos físicos começaram a procurar as fotógrafas para saciarem a vontade de fazer seus ensaios sensuais privê. Para a surpresa das profissionais, o que antes parecia que seriam fotos apenas para presentear namorados, maridos e noivos, se tornou uma maneira de elevar a autoestima das mulheres que procuravam o serviço.

“A correria do dia a dia acaba afastando o lado sensual da mulher. Antes de mais nada, ela é aquela que trabalha fora, que cuida da casa, que é mãe e esposa. Esse ensaio resgata um outro olhar da mulher sobre si mesma”, explica Jane.

Como transformar uma mulher comum em diva

Em uma sessão que dura em média cinco horas e que geralmente acontece em quartos de hotéis ou motéis, a fotografada passa por um tratamento prévio digno de modelo. Uma figurinista pré-seleciona lingeries e acessórios que tenham o estilo da cliente e uma cabeleireira e uma maquiadora cuidam de deixá-la impecável para a hora dos cliques.

“A cliente pode escolher algo sensual ou delicado. Também nos informa suas medidas e então nossa figurinista separa as peças baseada nessas informações. No dia do ensaio, todas as peças disponíveis são compatíveis com seu tipo físico. É algo completamente personalizado”, explica Darcy.

A retratada não se preocupa com praticamente nada e até pode sugerir um tema para o ensaio. Já o quanto de pele é mostrada nas fotos, depende de cada cliente: “Tem quem se sinta à vontade em posar completamente nua e aquela que prefira se manter mais recatada”, conta Jane.

Assim como em qualquer ensaio, também há preocupação com o resultado final das imagens e as fotógrafas criam o ângulo e a iluminação ideais para amenizar defeitos e destacar a beleza. Também há a direção das fotos para que as poses valorizem o que cada mulher tem de melhor.

“A mulher tem por hábito ver apenas seus defeitos e esquecer suas qualidades físicas. O que fazemos é dar um olhar em cima do que cada uma tem de melhor. Se o abdômen não estiver legal, vamos focar em outra região do corpo”, diz Darcy.

Photoshop também é utilizado, mas não pense que o recurso descaracteriza as fotografadas: “usamos a edição de imagens de forma delicada, apenas para o tratamento da pele, amenizamos estrias e celulite e deixamos tudo uniforme. Mas jamais modificamos feições, nem a estrutura do corpo”, conta Darcy.

História de novela

Em 2009, Manoel Carlos, autor da novela “Viver a Vida”, leu uma matéria sobre as fotógrafas Jane e Darcy e se interessou tanto que inseriu uma personagem baseada nas duas na novela. Ingrid, vivida por Natália do Valle, tinha um estúdio fotográfico no qual realizava ensaios sensuais com mulheres mais velhas. As donas da agência Nude tiveram suas rotinas acompanhadas por uma equipe da novela para captar a essência do que o autor precisava para compor o papel do folhetim que foi ao ar entre setembro de 2009 e maio de 2010 pela Rede Globo.