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Célia Regina

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Célia Regina

Sempre fui considerada pelos amigos e filhos como uma pessoa diferenciada. O preconceito de certas pessoas parece permitir apenas aos jovens desfrutar os prazeres da sexualidade, de opções de vida e renovação constante de pensamentos. Quando se chega “à certa idade”, com os preconceitos embutidos de uma sociedade machista e pseudomoralista, é muito complicado dizer para você mesma, aos amigos, filhos, netos e até companheiros que você está sentindo a necessidade de se tornar um tanto narcisista para se autovalorizar, se respeitar como mulher, profissional, mãe, avó e, até quem sabe, deixar uma pitadinha de inveja nas amigas para mostrar que você, apesar da idade, continua linda e provocando fantasias e desejos no setor masculino.

Primeiro, fui recriminada pela família porque me recusei a casar devido a uma gravidez, fruto de um namoro de cinco anos. Claro que sofri preconceitos, discriminações e tudo mais que acharam ser-me de direito. Paguei um preço muito alto por isso, mas sobrevivi e tive uma pessoinha muito especial.

Mais tarde, porque tive meus quatro filhos do coração, onde o meu amor sempre esteve por trás desses “atos nobres”. Transformar alguém em filho é saber amar alguém sem precisar depender de laços de sangue, mas de um carinho diário de construção onde enfrentamos juntos as tristezas, as decepções, as frustrações, as alegrias e as conquistas de um dia nebuloso onde cada sorriso compensava cada dor.

Anos mais tarde porque realizei o sonho de fazer uma festa de casamento e colocar um vestido de noiva. Mesmo de faz de conta, fui recriminada pois aos 54 anos estava colocando branco e não outra cor qualquer, além de parecer uma adolescente com as mesmas emoções de uma noiva que espera ansiosa por esse momento. Mas tive o apoio das pessoas mais especiais para mim: todos os meus filhos!

O fato de ter um namorado aos 55 anos, beijar na boca, fazer sexo e ter prazer com a sexualidade é visto como algo sujo e proibido, além de algo ridículo e com ar de sem-vergonhice, especialmente quando se trata da mulher velha. Fotos seminua e nua então… É muito mais simples aceitar a imagem da vovozinha tricoteira que vive cuidando dos netos, do que uma avó que salta de ultraleve, viaja sozinha, entra em sites de relacionamentos, trabalha fora, beija na boca, põe os hormônios em dia, diz o que pensa e tem desejos.

Agora, são minhas fotos. Algumas pessoas me olharam com ar de deboche e rejeição assim que disse que as faria. Depois que viram, disseram “UAU!”. Isso me fez sentir a toda poderosa, linda, recuperada de uma lavagem cerebral onde fui humilhada sexualmente e emocionalmente pelo meu ex. Sentia-me gorda e feia, desiludida, achando que era melhor viver assim num buraco com minhas tristezas e ficar bem escondida esperando a morte chegar. Mas uma ex-aluna, que aos 80 anos fez as fotos, me incentivou. Pesquisei mais sobre a agência e minha autoestima hoje está recuperada. Até o ex depois que viu insinuou que queria voltar…. Mas não ia deixar de ter esse gostinho de “desdenhou, perdeu!”. Senti-me bela e mulher por poder desnudar não só o corpo, mas meus conceitos e preconceitos do que é ser avó e estar acima do peso.

Meninas, vocês são fantásticas e nunca vou esquecer as tantas pausas que demos por eu estar envergonhada ou insegura, as palavras de força, de carinho, incentivo, estímulos cada vez que me sentia feia, gorda ou trêmula. Frases como esta nunca sairão da minha mente: “Relaxa, amiga! Seu nervosismo e tremedeira não vão aparecer nas fotos! Você é linda!”.

Essas pequenas atitudes me fizeram sorrir, relaxar e ter a certeza que estava fazendo a coisa certa, na hora certa e no meu momento. Parabéns, pessoal da Nude! Vocês são a certeza que as pessoas só aceitam o real se aquilo aconteceu em suas vidas e só são capazes de ver o mundo através de suas “percepções discriminativas”.

Quero agradecer por toda dedicação, carinho, paciência e atenção com que tiveram comigo. E fiquem “espertas” (termo carioca): aos 60 anos vou fazer tudo de novo só que agora mais provocante. Fiquei linda!

Célia Regina (RJ)

Célia, amei, amei, amei! Chorei, chorei, chorei… Lindo o seu depoimento, fiquei muito emocionada. A sua história é de superação, coragem e determinação. O seu objetivo é viver e ser feliz!
Obrigada por confiar no nosso trabalho, amamos!
Beijos,
Darcy, Jane e equipe Nude